Doação de Livros

Olá galera!

Sábado dia 02/07 às 10:00 horas, vamos ter um treino de AIKIDO na Associação Hikari para recolher livros destinados à doação. Você que precisa criar espaço em sua estante para poder comprar novos livros, traga os títulos antigos pra cá e participe de um treino de AIKIDO! Todos são bem-vindos! Praticantes e não praticantes, basta doar um livro! Vejo vocês no tatame! Divulguem! Tragam seus amigos!

Aprendendo a aprender…

Fala galera!

Tive acesso a este vídeo graças ao Sensei Ricardo Leite da Bushinkan Aikido. Para conhecer um pouco mais sobre a Bushinkan, clique aqui.

Pra mim o vídeo foi uma ótima analogia de como devemos encarar o aprendizado do Aikido. Num primeiro momento vemos o que os mestres são capazes de fazer e ficamos encantados e sedentos por fazer a mesma coisa. Num primeiro momento achamos que aquilo vai ser fácil, mamão com açúcar, mas a realidade não é bem essa. Depois de várias tentativas de copiar uma forma, percebemos que não conseguimos chegar nem perto daquilo que observamos. É tão difícil coordenar cada movimento, suas amplitude, intensidade e velocidade. Enfim, após muita prática conseguimos copiar uma forma e nosso mestre fica contente e nos mostra o passo seguinte, na minha opinião, o mais difícil, criar algo a partir do seu interior.

Às vezes (bem as vezes… rs) até conseguimos um lapso disso, mas ainda com os olhos vendados pela tradicional forma de fazer as coisas, continuamos sem atingir a verdadeira harmonia.

Não saberia dizer como é esse passo seguinte, pois ainda estou bastante longe dele, na verdade, ainda estou trabalhando nas minhas “cópias”, que se parecem muito com as primeiras do menino do vídeo, ainda desproporcionais, sem o ângulo correto, rústicas por assim dizer…

Mas graças aos meus Senseis, Clauber e Tharso, tenho sempre o ânimo renovado para tentar mais uma vez.

Quero aproveitar a oportunidade para agradecer ao Sensei Ricardo pelos ensinamentos nas poucas oportunidades que tive de encontrá-lo e observá-lo.

Aproveitem o vídeo galera… e ânimo sempre! Por mais difícil que seja, estamos juntos nessa empreitada! Abração!

Sobre a história do Fundador do Aikido

Olá galera!

Aí vai um pequeno vídeo que foi publicado recentemente no site do Aikido Journal sobre a vida de Ô Sensei, fundador do Aikido, Morihei Ueshiba.

O detalhamento foi dividido em seis artigos. A boa notícia é que eles estão sendo oferecidos gratuitamente, então, vale a pena dar uma olhada e pesquisar um pouco, certo!

Para ver o post no blog do Aikido Journal, clique aqui. Boa leitura galera!

 

Spartans, what´s your profession???

É fácil responder a essa pergunta, não é mesmo!?

No filme “300” um trecho pouco importante ganha destaque na história, o momento onde o grande rei Leônidas destaca a força dos seus 300 mesmo quando comparados ao grande número de soldados mobilizados por Daxos.

Alguns aqui diriam, programador, engenheiro, médico, estivador, professor, advogado, estudante… entre tantas outras. Estudamos um bocado para iniciar nossas carreiras nessas profissões, e só atingimos o auge de nossa capacidade depois de muito tempo trabalhando, certo!?

Tenho pensado bastante e não consigo encontrar coragem pra dizer que sou aikidoca ainda… daqui a algum tempo (e acho prudente destacar aqui que acredito que vou precisar de pelo menos mais um 40 anos de prática), quem sabe! Ouso dizer que 90% da população que estuda o aikido, não o encara como prioridade em sua vida. Para a maioria de nós a prática é uma válvula de escape, uma terapia alternativa, um meio de socialização, uma ferramenta de condicionamento físico, etc. Até mesmo para os mais graduados, a prática não é uma constante. Treinamos 2 ou 3 vezes por semana, quando muito 4 vezes, e em cada uma dessas visitas ao dojo, permanecemos não mais que 90 minutos no tatame. Vamos a uma conta rápida, durante a semana treinamos aproximadamente 360 minutos (6 horas). Neste ritmo, para acumularmos as 10.000 horas necessárias para a genialidade/expertise recomendadas por Malcom Gladwell, em seu livro entitulado “Fora de Série“, precisaríamos treinar 1667 semanas, aproximadamente 35 anos.

No filme 300, os espartanos faziam uso da “agogê“, uma poderosa ferramenta de educação. Aos sete anos de idade os meninos a iniciavam. Eram forçados a andar descalços para fortalecer os pés; a usar somente um tipo de roupa para se acostumar com a mudança climática; se sentissem fome era incentivados a roubar, mas se fosse pego roubando era surrado, não porque havia roubado mas por ter sido apanhado (acreditava-se que eles deveriam ser astutos para tal); aos doze anos eram abandonados em penhascos nus e sozinhos para enfrentar qualquer coisa; os que retornassem eram recebidos com glória para continuar seu treinamento, os que não, eram abandonados.

Ao final da agogê, calculo que um soldado espartano tenha treinado aproximadamente 78.000 horas. Mas do que suficiente pra ser considerado um gênio no assunto, concordam? Não é a toa que este pequeno contingente conseguiu sobrepujar por 3 dias os sucessivos ataques massivos do exército persa composto por centenas de milhares de soldados.

Muitos vem ao dojo para perguntar sobre o treino, horários, preços, federação, etc… E é claro, sempre me perguntam: quanto tempo é preciso para chegar à faixa preta? Minha resposta é, “Não muito, talvez 10 anos sejam suficientes. Mas para que você seja considerado bastante experiente e possa entender o que está fazendo, pode levar algum tempo.

Você tem dom pro aikido? Ótimo… aproveite-o e porque não, ouse melhorá-lo treinando no mínimo 10.000 horas. Você não tem dom pro aikido? Ótimo… arrisque-se. Pratique por 10.000 horas! Pessoas dedicadas, persistentes e lutadoras alcançam o sucesso de talentosos através da disciplina.

Quanto tempo você tem treinado ultimamente? Quanto tempo você tem dedicado ao seu objetivo?

Vejo vocês no tatame! Ahu… ahu… ahu…

R.I.P Yukio Kawahara

É com grande pesar que soubemos do falecimento de Yukio Kawahara Sensei, 8º Dan, Instrutor Chefe do British Columbia Aikido

Kawahara Sensei

Federation, na última quinta-feira, dia 02/06/2011.

Nossos sentimentos à família, amigos e alunos.

Uma breve biografia sobre ele pode ser lida na página do Aikido Journal. Clique aqui.

Sobre Ki e Kokyu

Olá galera!

Há poucos dias li um trecho de uma entrevista com Tissier Sensei. A entrevista era sobre Aikido, e como não poderia deixar de acontecer, os temas “ki” e “kokyu”, surgiram em algum momento entre as perguntas do entrevistador. A resposta de Tissier Sensei foi clara, objetiva, e também, bastante contundente. Vou deixar este trecho aqui para que vocês possam refletir e tirar suas próprias conclusões.

Entrevistador: Sobre os princípios naturais, nós sempre ouvimos sobre o KI, o fluxo de energia. Você não fala muito sobre ele…

Tissier Sensei: Não mesmo. A razão é porque se trata de uma noção que confunde muito. Eu já vi muito coisa em Aikido, eu já encontrei um bom punhado de Senseis e eu devo dizer que os que mais falam sobre isso são os que em geral tem a técnica mais fraca. Claro, isso não é verdade para todos, mas o Ki não é tangível. Ki está dentro de nós. Existe Ki em todo o lugar, mesmo que saibamos como utilizá-lo ou não. A questão fundamental sobre Ki é o fluir ou fluxo. Em termos de Aikido, nós temos Ki e Kokyu, que significa o veículo para o Ki. A tradução de Kokyu é “respiração” mas para ser mais preciso, em realidade, Kokyu é a troca entre os dois. O resultado é que se você praticar com seus ombros travados até as orelhas, o Ki não vai fluir, qualquer praticante de acupuntura vai dizer isso para você. E como conseqüência, até a técnica estar perfeita, não haverá Ki, não haverá fluidez natural. Para mim, pessoas que realmente tem Ki não o sentem porque tudo acontece de forma natural para elas. Para retornar ao assunto do Ki, eu prefiro não falar muito sobre isso porque penso que discursos sobre esse assunto em geral dão noções errôneas.

Sei que estou somente começando a estudar o Aikido, e neste caminho, ainda não encontrei algo que fosse sobrenatural por assim dizer. Já tive o grande prazer de observar instrutores com um elevado grau técnico e com um relaxamento impecável, e isso, na minha opinião, faz toda a diferença na aplicação de uma técnica. Segundo a opinião de Tissier Sensei, se você tiver uma boa técnica, ombros relaxados, e souber controlar a situação para que tudo transcorra naturalmente, aí sim, poderá experienciar Ki e Kokyu.

Gostei dessa forma de olhar para o assunto que levanta tantas perspectivas entre os aikidocas.

E você, o que acha?

Abração galera!